Afetividade solúvel

A relação infantil do "adulto" contemporâneo



As variadas alternativas que  as "formas de amar" vem trazendo e tomando proporções na "ditadura social do relacionamento", dominam a capacidade do ser em apenas ser sincero... Com si e consequentemente com o outro.
Já pensaram que, quando você fica com alguém, você está deixando um pouco da sua energia com aquela pessoa? e vice-versa lógico. Percebendo por esse ângulo, nós nos despedaçamos energicamente.

Faz um bom tempo que fala-se em amor livre (como se o amor já não fosse livre).

Bem, certa vez um rapaz que levara um relacionamento aberto (referido por amor livre) entrou em contato comigo por meio de uma rede social, já que seu fenótipo chamara minha atenção, imediatamente fui stalkear o seu perfil, já o conhecia de vista, mas nunca havia conferido seu profile.
Vi fotos lindas do casal, de bom gosto, que mostrava o companheirismo e o quão os dois se sentiam bem com a presença um do outro.
Então, questionei-o sobre a moça que sempre estava presente em suas fotos. Explicou sobre a relação aberta e logo perguntou-me se iria a um evento que acontecera na cidade aquela noite.
Respondi afirmativamente, pois eu já havia combinado com as minhas amigas. Ele disse que estaria acompanhado da moça, mas que nada impediria, caso nos encontrasse-mos, em nos conhecer rapidamente, "daríamos uns beijos","ficaríamos rapidinho e tal" (aquela velha conversa fiada de sempre, vocês sabem) Confesso que gargalhei, ao entender a intensão que carregam nesse tal de amor livre (o termo bonitinho serve pra enfeitar o desequilíbrio, kkkk).

Então o perguntei: Cara... Certo que seja uma relação aberta, mas será que nem respeito pela presença da sua companheira deve-se ter? Sinceramente, isso me parece uma bela desculpa para ter uma namorada pra todas as horas, e quando sentir vontade de pegar alguém que te chama atenção, você não mede respeito.. não há limites? E se ela fizesse isso com você?
Ele respondeu: Ah! eu iria ficar puto se ela ficasse com alguém numa festa aberta, eu estando presente, geral ia ver, e tal... (bla, bla, bla machista, que o único que deve se beneficiar, quem é? quem é? rs)
Pois vejam só, que relacionamento egoísta, não? a hipocrisia perde pra certos casos.


E não é só o homem que tem essa posse, a mulher também, mesmo ela sendo empoderada e levantando a bandeira de que não pertence a ninguém.
Basta sentir uma mínima ameaça de outra mulher (mesmo sendo o amigo colorido dela que tenha agido com segundas intenções, e nada a amiga tenha feito), que logo essa bandeira do amor livre enxarca-se de rancor, aí não tem amizade, sororidade, feminilidade que dê jeito colega...

Infelizmente não sabemos amar, e nem temos capacidade de entender esse sentimento tão sublime, pois ainda não o enxergamos.
Acho que estamos precisando rever nosso modo de perceber os relacionamentos afetivos, ou melhor, como enxergamos a nós mesmos, pois, nós nos projetamos no outro baseado em nossas carências... mas isso, é assunto para uma próxima postagem: "não nos apaixonamos por fulano, e sim pela projeção que criamos dele(a)"

No mais, lembremos: Não fazer ao outro, aquilo que não gostaria que lhe fosse feito.
Praticar essa máxima já resolve muita coisa, o resto é neurose! (risos)

Xeros de luz!


IG pessoal: @edilaneelima   
   

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